Quanto é a comissão de corretor de imóveis?

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Flexibilidade de horário, amplo mercado de trabalho e autonomia, são alguns dos grandes motivos pelos quais a carreira de corretor de imóveis atrai cada vez mais pessoas de todos os ramos e idades. Mas um dos principais motivos, com certeza, é a expectativa de altos ganhos mensais. Mas afinal, quanto é a comissão de corretor imóvel?

Apesar de não haver limites para o quanto um bom corretor de imóveis pode receber por mês, há muitos mitos, principalmente entre corretores iniciantes.

Assim como em qualquer outra profissão, o início não é fácil para ninguém e demanda muita dedicação e estudo, para atender à clientela cada vez mais exigente e também para conseguir se destacar entre a concorrência.

Além disso, é sempre bom lembrar que, neste caso, o corretor imobiliário não trabalha com salários fixos. Por isso a sua renda é variável de acordo com o seu empenho e o mercado em que ele está inserido, é claro. Saiba mais detalhes neste artigo! 

A porcentagem de comissão do corretor de imóveis

Imagem de notas de cem reais e moedas

De uma forma geral, de acordo com o CRECI-SP, a comissão do corretor de imóveis é de 6%, mas depende do tipo de imóvel que está sendo vendido. 

De acordo com a tabela do CRECI-SP:

Venda:

  • Para vendas de imóveis urbanos: 6% a 8%
  • Para vendas de imóveis rurais: 6% a 10%
  • Para vendas de imóveis industriais: 6% a 8%
  • Para venda judicial: 5%
  • Para vendas de empreendimentos imobiliários: 4% a 6%

Aluguel:

  • Para aluguéis de imóveis: Equivalente ao valor de 1 aluguel
  • Para aluguéis de temporada, com prazo de até 90 dias: 30% sobre o valor recebido.

Administração de bens e imóveis:

  • aluguel e encargos: 8% a 10% (com o valor mínimo de R$ 50,00).

Para as carteiras imobiliárias superiores a R$ 100.000,00 a comissão será entre 5% e 10%.

Empreendimentos imobiliários:

  • venda de empreendimentos imobiliários: 4% a 6%.

Loteamentos:

  • estudo e organização de vendas (áreas urbanas): 6% a 8%;
  • estudo e organização de vendas (áreas rurais): 6% a 10%;

Despesas com administração, promoção e publicidade não estão inclusas nesses percentuais.

Administração de condomínio:

  • valor mensal arrecadado do condomínio: 5% a 10% (com o valor mínimo de R$ 850,00).

Compra:

  • Autorização para a procura de imóveis: 6% a 8%.

Ativos Imobiliários:

  • cotas de consórcio imobiliário: 4% a 6%.

Pareceres:

  • parecer por escrito: até 1% (valor mínimo de R$ 650,00);
  • parecer verbal: valor de uma anuidade.

A tabela faz distinção também entre as comissões de imóveis novos e antigos. Na venda de empreendimentos imobiliários a comissão pode variar entre 4% e 6%, já se o imóvel for antigo essa comissão é fixada em 6%.

Como vimos, as informações também contemplam outros casos previstos, como a autorização expressa para a procura de imóveis, intermediação de cotas de consórcio imobiliário e Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), pareceres e serviços prestados.

Por esses motivos os ganhos variam muito de acordo com  o tipo de transação e quantidade. Lembrando que um corretor de imóveis não se limita a venda de propriedades, mas também pode trabalhar com avaliações imobiliárias, serviços de locação, elaboração de contratos, trâmites de documentos e tantas outras atividades relacionadas aos imóveis.

Em cada uma dessas áreas há uma oportunidade de remuneração diferente, Por isso, como em qualquer profissão autônoma, ganha-se bem ou não dependendo do seu esforço e da sua qualidade profissional. 

Ou seja, os seus ganhos dependerão do quanto você está disposto a trabalhar e se esforçar para fechar negócio. Mantenha-se atualizado em relação ao mercado, melhore a sua estratégia de negociação, faça cursos, conheça cada vez mais o seu cliente e o produto que está vendendo. 

O mercado imobiliário é muito concorrido, porém há espaço para todos. Basta apenas ter vontade de crescer e conquistar o seu espaço.

Ser autônomo ou ter carteira assinada?

homem de terno em um escritorio

Antes de mais nada, é importante salientar que a formação em Técnico em Transações Imobiliárias (TTI) é um dos cursos essenciais para o corretor, além de ser obrigatório para tirar o CRECI que é a carteirinha com registro para exercer a profissão de maneira legal, independente se você atuará em uma imobiliária, ou como corretor de imóveis autônomo. 

No curso de TTI, o profissional aprende desde o básico sobre a carreira até conteúdos mais avançados.

E para ajudá-lo nessa tarefa, o Tecimob tem uma parceria com o IBREP (Escola Imobiliária). Acesse o site do IBREP para que a sua formação seja completa.

Quanto à carreira, a princípio, o corretor de imóveis está enquadrado na categoria de profissional autônomo, portanto, de acordo com as regras CLT, o que ele ganha não é considerado um salário. 

Mas há casos em que o corretor de imóveis tem a sua carteira assinada por uma imobiliária, recebendo um salário fixo além da sua comissão por cada venda intermediada e concretizada.

Também nesse caso a comissão deve respeitar a tabela do CRECI, jamais ultrapassando os percentuais definidos pelo órgão regulador.

No entanto, é bom prestar atenção porque quando o corretor trabalha para uma imobiliária, essa mesma comissão pode ser dividida entre ele e a empresa, ficando abaixo do percentual definido de 6%, por exemplo.

Isso acontece porque há a possibilidade de a transação envolver mais de um corretor, portanto a imobiliária é obrigada a repassar o pagamento da comissão a todos os envolvidos na negociação.

Confira alguns caminhos que o corretor de imóveis pode seguir:

Corretor que atua por conta própria

O corretor que atua por conta própria realiza a captação, negociação, acompanhamento da transação sem a interferência ou o auxílio de uma imobiliária, recebendo a totalidade da comissão para si. 

É importante lembrar que a atuação por conta própria envolve gastos com transporte, comunicação (telefone, internet, etc) e publicidade, de forma que é interessante ter uma boa quantidade de dinheiro em reserva para começar nessa modalidade.

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Corretor que atua em parceria com imobiliária

O corretor que trabalha em parceria com uma imobiliária recebe uma quantidade maior de imóveis, captados por outros corretores, para oferecer para clientes que desejam comprar ou alugar. 

Assim, aumentam suas possibilidades de venda. Além disso, o corretor pode desfrutar do alcance maior da imobiliária em sua região de atuação, bem como da quantidade de clientes desta e do prestígio da marca. 

O trabalho com a imobiliária não oferece ao corretor salário fixo ou vínculo empregatício, ou seja, a remuneração continua dependendo do volume de negócios realizados. Os valores das comissões variam de acordo com a imobiliária, sendo em geral de 0,85% a 2%.

Corretor que atua na captação de imóveis

A atuação como captador funciona através de parcerias com imobiliárias e outros corretores, funcionando mais como uma fonte extra de renda para a maioria. 

O corretor pode captar imóveis para serem vendidos pela imobiliária ou por outros corretores, recebendo uma porcentagem pré-definida da comissão de venda.

De forma geral, os salários dos corretores de imóveis em capitais e cidades grandes varia entre 12 e 36 salários mínimos, e entre 4 e 12 em outras localidades. 

Como você pôde perceber, estes valores dependem única e exclusivamente dos negócios que ele fecha. Assim, estão intimamente ligados a questões como: esforço pessoal, estudo de mercado, profissionalismo e relacionamento com o cliente.

Como aumentar a comissão de corretagem de imóveis?

homem calculando em uma calculadora

Cada vez mais o mercado imobiliário cresce e está em constante evolução. O profissional que deseja permanecer ou entrar nesse segmento para conseguir ter sucesso é preciso buscar novas capacitações para acompanhar as novas exigências do mercado.

Confira quais os cursos para corretor de imóveis que você pode fazer para crescer ainda mais no mercado imobiliário.

Planeje-se e tenha disciplina para ter sucesso como corretor

O mercado imobiliário é amplo, as oportunidades são muitas e os ganhos são ilimitados, mas para saber aproveitar a oscilação econômica e compreender o momento certo de mudar de estratégia é preciso ficar atento. Caso contrário, a quantidade de comissões pode não atingir o patamar desejado.

Basta pegar como exemplo a venda de um imóvel de R$ 120 mil: com uma comissão de 6%, o corretor terá um ganho de R$ 7,2 mil. Se vender outro de R$ 250 mil, a sua parte será de R$ 15 mil.

Se todo mês o autônomo conseguir vender dois apartamentos nesses valores, esse será seu ganho mensal: R$ 22,2 mil. Nada mal, mas é bom lembrar que talvez nem todo mês ele consiga essas vendas, por isso é preciso planejamento.

O truque está justamente em multiplicar a comissão o máximo possível, sem deixar-se acomodar por um mercado aparentemente estável ou imaginar que as vendas cairão do céu.

O profissional deve estar preparado para atuar em todas as frentes do mercado, como avaliação de imóveis, administração de aluguéis e condomínios, elaboração de contratos etc. Diversifique seus ganhos e multiplique suas comissões.

Dessa forma você alcançará a tão sonhada autonomia e se estabelecerá no mercado, criando diferenciais para a sua carreira.

Assista o vídeo abaixo e entenda um pouco mais a realidade de um corretor de imóveis:

Quer saber mais sobre a carreira de corretor de imóveis, acompanhe o Blog Tecimob e fique por dentro da profissão.

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