Como funciona a hipoteca no Brasil: passo a passo para corretores e imobiliárias
Tecimob
Você já perdeu um cliente porque ele precisava de capital imediato e a única saída parecia ser vender o imóvel?
Ou já se viu confuso quando um cliente perguntou sobre usar o imóvel como garantia para conseguir um empréstimo?
Se você respondeu sim a qualquer uma dessas perguntas, este guia é exatamente o que você precisa.
O mercado de crédito com garantia imobiliária movimenta bilhões por ano no Brasil. E saber como funciona a hipoteca (e suas alternativas modernas) pode abrir portas para fechar negócios que pareciam impossíveis.
Neste artigo, você vai dominar tudo sobre hipoteca: desde os conceitos básicos até as diferenças práticas com a alienação fiduciária, que hoje domina o mercado brasileiro.
O que é hipoteca de imóvel? Entenda de forma simples

Hipoteca é quando você usa um imóvel como garantia para conseguir um empréstimo, mas continua sendo o dono legal da propriedade.
É como se você dissesse ao banco: “Se eu não pagar, você pode executar meu imóvel para receber o que emprestou”.
A diferença que poucos entendem
Aqui está o ponto que confunde muita gente (e que você precisa dominar):
Na hipoteca tradicional:
- Você continua como proprietário na matrícula do imóvel
- O banco apenas registra um “direito de garantia” sobre o bem
- Se não pagar, o banco precisa entrar na justiça para executar a dívida
- O processo judicial pode levar anos
Na prática atual do mercado brasileiro:
- A maioria dos bancos usa alienação fiduciária, não hipoteca tradicional
- Na alienação, o banco vira temporariamente o “dono” do imóvel
- Você continua morando e usando, mas a propriedade está no nome do banco
- Se não pagar, o banco retoma o imóvel sem precisar de processo judicial
Por que isso importa para você como corretor? Porque quando um cliente fala “vou fazer uma hipoteca”, ele provavelmente está se referindo a um empréstimo com garantia que, tecnicamente, será uma alienação fiduciária. Entender essa diferença evita confusões e demonstra profissionalismo.
Hipoteca x Alienação Fiduciária: A comparação que você precisa dominar
Essa é a tabela que você deve ter sempre em mente:
Propriedade do imóvel:
- Hipoteca Tradicional: permanece com o devedor durante todo o financiamento
- Alienação Fiduciária: é transferida temporariamente ao credor até a quitação do débito
Posse e uso do imóvel:
- Em ambos os casos, o devedor pode morar ou usar o imóvel normalmente durante o pagamento
Procedimento em caso de inadimplência:
- Hipoteca Tradicional: requer execução judicial, processo que pode levar anos
- Alienação Fiduciária: permite retomada extrajudicial rápida, em 4 a 6 meses
Possibilidade de venda do imóvel:
- Ambas exigem a anuência (autorização) do credor para venda
Presença no mercado:
- Hipoteca Tradicional: raramente utilizada em novos contratos atualmente
- Alienação Fiduciária: predominante no mercado imobiliário desde os anos 2000
Segunda hipoteca:
- Hipoteca Tradicional: permite a constituição de segunda hipoteca
- Alienação Fiduciária: não permite esse tipo de operação
Taxas de juros:
- Hipoteca Tradicional: potencialmente mais altas devido ao maior risco e tempo de recuperação
- Alienação Fiduciária: geralmente mais baixas, reflexo da maior segurança jurídica para o credor
Por que os bancos preferiram a alienação fiduciária?
A resposta é simples: velocidade e segurança.
Imagine que um cliente parou de pagar.
Com hipoteca tradicional, o banco precisa:
- Entrar com ação judicial (6-12 meses)
- Obter sentença favorável (mais 6-18 meses)
- Realizar leilão do imóvel (mais 6-12 meses)
- Total: 2 a 4 anos ou mais
Com alienação fiduciária:
- Notificar o devedor (15 dias)
- Retomar o imóvel extrajudicialmente (30 dias)
- Realizar leilão (até 120 dias)
- Total: 4 a 6 meses
Você já entendeu por que praticamente nenhum banco oferece mais hipoteca tradicional para novos contratos, né?
Como funciona a hipoteca na prática: o passo a passo

Vamos entender o processo completo, porque seu cliente vai fazer perguntas detalhadas.
Etapa 1: Avaliação do imóvel
Antes de aprovar qualquer valor, o banco precisa saber quanto o imóvel vale de verdade.
O que acontece:
- O banco contrata um avaliador de imóveis técnico (engenheiro, arquiteto ou corretor com registro no CNAI)
- Ele visita o imóvel e analisa: metragem, estado de conservação, localização, documentação
- Emite um laudo técnico com o valor de mercado
Quanto é possível conseguir: Geralmente, os bancos liberam 50% a 70% do valor avaliado.
Exemplo prático: Seu cliente tem um apartamento avaliado em R$500 mil. O banco pode oferecer entre R$250 mil e R$350 mil de empréstimo.
Dica importante: O valor avaliado nem sempre corresponde ao “valor de mercado” que você conhece. Bancos são conservadores. Se o imóvel tem alguma irregularidade documental, o valor cai drasticamente.
Etapa 2: Análise de crédito do solicitante
Ter um imóvel valioso não garante aprovação. O banco vai analisar:
Histórico de crédito:
- CPF limpo (sem restrições ativas)
- Histórico dos últimos 12 meses
- Score de crédito nos bureaus (Serasa, Boa Vista, etc.)
Capacidade de pagamento:
- Renda mensal comprovada
- Comprometimento atual com outras dívidas
- Estabilidade profissional
Regra de ouro: A parcela do empréstimo não pode comprometer mais de 30-40% da renda líquida.
Cliente com restrição no CPF consegue? Na maioria dos casos, não. Mesmo oferecendo um imóvel como garantia, bancos tradicionais recusam clientes negativados. Algumas fintechs especializadas podem aceitar, mas com juros mais altos.
Etapa 3: Formalização do contrato
Com a aprovação, chegou a hora de assinar papéis.
O contrato especifica:
- Valor total liberado
- Taxa de juros (mensal e anual)
- Prazo de pagamento (pode chegar a 240 meses = 20 anos)
- Sistema de amortização (SAC, Price ou outro)
- Seguros obrigatórios (incêndio, danos, morte/invalidez)
- Taxas administrativas e de avaliação
Cuidado com as letras miúdas: Muitos contratos têm cláusulas sobre:
- Multa por quitação antecipada
- Atualização do valor por índices (IPCA, IGP-M)
- Obrigações de manutenção do imóvel
- Proibições de reforma sem autorização
Etapa 4: Registro em cartório
Essa é a etapa que oficializa tudo.
Como funciona:
- O banco leva o contrato ao Cartório de Registro de Imóveis
- O cartório faz o registro na matrícula do imóvel
- Aparece uma averbação informando que há uma garantia real sobre o bem
- Qualquer pessoa que consultar a matrícula verá que o imóvel está onerado
Quanto custa: As taxas cartoriais variam por estado, mas geralmente ficam entre R$1.000 e R$3.000.
Tempo de processamento: De 5 a 15 dias úteis.
Etapa 5: Liberação do dinheiro
Com tudo registrado, o dinheiro cai na conta.
Prazo total do processo: De 3 a 8 semanas desde a primeira simulação até receber o dinheiro.
Onde o dinheiro vai: Diretamente para a conta corrente do solicitante (alguns bancos exigem que a conta seja na própria instituição).
Legislação da hipoteca: O que você precisa saber

Não precisa ser advogado, mas conhecer o básico da lei imobiliária demonstra profissionalismo.
Base legal no Brasil
A hipoteca é regulamentada pelo Código Civil (artigos 1.473 a 1.505). Essa legislação define:
- Quais bens podem ser hipotecados
- Direitos e deveres do credor e devedor
- Procedimentos em caso de inadimplência
- Condições para constituição e extinção
Os 3 tipos de hipoteca previstos em lei
1. Hipoteca Convencional: A mais comum. É aquela que você escolhe fazer voluntariamente, como ao pegar um empréstimo usando seu imóvel como garantia.
2. Hipoteca Legal: Imposta por lei em situações específicas, como:
- Imóveis do casal em garantia de dívidas contraídas na administração de bens
- Garantias relacionadas a tutela ou curatela
3. Hipoteca Judicial: Resultante de decisão judicial, quando uma sentença determina que o imóvel sirva como garantia de uma dívida reconhecida em processo.
Requisitos para hipotecar um imóvel
Nem todo imóvel pode ser hipotecado. É preciso:
Documentação regularizada: Matrícula atualizada, sem pendências judiciais
Propriedade comprovada: O imóvel deve estar em nome de quem está pedindo o empréstimo
IPTU e condomínio em dia: Certidões negativas de débitos
Sem outras garantias: Se já tem alienação fiduciária, não pode hipotecar
Escritura pública: Para hipotecas tradicionais (não exigida em alienação fiduciária)
O que acontece se não pagar?
Aqui está o processo legal em caso de inadimplência:
Com hipoteca tradicional:
- Banco envia notificações extrajudiciais (30-60 dias)
- Tenta renegociação da dívida
- Entra com ação de execução na justiça
- Justiça determina penhora do imóvel
- Imóvel vai a leilão judicial
- Valor do leilão quita a dívida
Tempo médio: 2 a 5 anos
Com alienação fiduciária:
- Notificação extrajudicial (15 dias para purgar a mora)
- Retomada do imóvel pelo banco
- Leilão extrajudicial (120-180 dias)
- Valor do leilão quita a dívida
Tempo médio: 4 a 8 meses
E se o leilão não cobrir a dívida? O devedor continua devendo a diferença, acrescida de juros e correção. É uma situação péssima que você deve ajudar seus clientes a evitar.
Vantagens e desvantagens: A análise completa
Como todo produto financeiro, há prós e contras que você precisa conhecer para orientar bem seu cliente.
Vantagens de usar o imóvel como garantia
Juros muito mais baixos: Comparado a outras modalidades de crédito, a diferença é brutal:
- Cartão de crédito rotativo: 10-15% ao mês
- Cheque especial: 8-12% ao mês
- Empréstimo pessoal: 5-10% ao mês
- Crédito com garantia de imóvel: 0,99% a 2,5% ao mês
Economia real: Pode ser até 80% mais barato do que usar o rotativo do cartão.
Prazos longos para pagar: Você pode parcelar em até 240 meses (20 anos). Isso reduz drasticamente o valor da parcela mensal.
Acesso a valores altos: Dependendo do valor do imóvel, é possível conseguir de R$50 mil até milhões de reais.
Não precisa vender o imóvel: Seu cliente continua morando ou alugando o imóvel normalmente, mas consegue o capital que precisa.
Pode ser usado para qualquer finalidade: Diferente do financiamento habitacional (que só serve para comprar imóvel), o empréstimo com garantia pode ser usado para:
- Quitar dívidas mais caras
- Investir em negócio
- Reformar outro imóvel
- Pagar estudos, viagens, tratamento de saúde
- Qualquer necessidade de capital
Desvantagens e riscos que você deve alertar
Risco de perder o imóvel: Este é o risco mais grave. Se o cliente não conseguir pagar, pode perder a casa ou apartamento que demorou anos para conquistar.
Sua responsabilidade como corretor: Sempre pergunte se a pessoa tem previsibilidade de ganhos para honrar as parcelas. Se há qualquer dúvida, desencoraje essa operação.
Processo burocrático: Desde a solicitação até receber o dinheiro, pode levar de 1 a 2 meses. Se o cliente precisa de dinheiro urgente, essa não é a melhor opção.
Custos adicionais significativos: Além dos juros, há:
- Avaliação do imóvel: R$ 500 a R$ 2.000
- Registro em cartório: R$ 1.000 a R$ 3.000
- Seguros obrigatórios: 0,5% a 1,5% ao ano sobre o valor financiado
- Taxas administrativas: algumas instituições cobram
Imóvel fica “preso” durante anos: Com a garantia registrada, vender o imóvel fica mais complicado. É possível, mas exige quitação antecipada ou transferência da dívida para o comprador.
Pode não compensar para valores baixos: Se seu cliente precisa de apenas R$10 ou R$15 mil, os custos de registro e avaliação podem tornar essa modalidade pouco vantajosa.

Financiamento imobiliário vs empréstimo com garantia: qual a diferença?
Muitos corretores (e clientes) confundem esses dois produtos. Vamos esclarecer de uma vez:
Financiamento Imobiliário
Finalidade: Comprar um imóvel (novo ou usado)
Como funciona: O banco financia a compra e o imóvel comprado fica como garantia (através de alienação fiduciária)
Prazo: Até 35 anos (420 meses)
Taxa de juros: 8% a 12% ao ano + TR
Uso do dinheiro: Restrito à compra do imóvel especificado no contrato
Exigências: Comprovação de renda, análise de crédito, documentação do imóvel
Benefícios fiscais: Permite dedução no Imposto de Renda (dentro de limites)
Empréstimo com Garantia de Imóvel
Finalidade: Conseguir dinheiro para qualquer uso
Como funciona: Você usa um imóvel que já possui (quitado ou não) como garantia para pegar dinheiro emprestado
Prazo: Até 20 anos (240 meses)
Taxa de juros: 12% a 36% ao ano. (1% a 3% ao mês)
Uso do dinheiro: Totalmente livre.
Exigências: Possuir um imóvel para dar em garantia, comprovação de renda, análise de crédito.
Benefícios fiscais: Geralmente não há.
Quando indicar cada um?
Financiamento imobiliário quando:
- Cliente quer comprar um imóvel
- Não tem o valor total à vista
- Pode comprovar renda suficiente para as parcelas
Empréstimo com garantia quando:
- Cliente já tem um imóvel quitado ou quase quitado
- Precisa de capital para outras finalidades
- Quer trocar dívidas caras por uma mais barata
- Não quer (ou não pode) vender o imóvel
Como funciona nos Estados Unidos: o modelo que inspira
Entender o sistema americano ajuda a compreender conceitos e tendências que podem chegar ao Brasil.
O Sistema de Mortgage
Nos EUA, o mortgage é o principal mecanismo de compra de imóveis. Funciona assim:
- Comprador dá entrada de 10% a 20% do valor
- Banco financia os 80% a 90% restantes
- Prazo padrão: 30 anos (15 anos para quem quer pagar menos juros)
- Taxa de juros: historicamente entre 3% e 7% ao ano
- O imóvel fica como garantia através de mortgage (equivalente à nossa hipoteca)
Segunda Hipoteca e Home Equity
Aqui está o que mais impressiona: nos EUA, é comum usar o imóvel mais de uma vez como garantia.
Home Equity Loan: Você já tem um imóvel financiado e pagou, digamos, 50% dele. Pode fazer um segundo empréstimo usando essa “fatia” já paga como garantia.
Exemplo:
- Casa vale US$ 500 mil
- Você já pagou US$ 300 mil
- Pode pegar empréstimo de até US$ 200 mil usando esse “equity”
Por que isso não é comum no Brasil? Nossa alienação fiduciária não permite segunda garantia sobre o mesmo imóvel. Com hipoteca tradicional seria possível, mas como quase ninguém mais usa…
A Crise de 2008 e suas lições
Vale conhecer essa história porque ela mudou o mercado mundial.
O que aconteceu:
- Bancos americanos facilitaram demais a concessão de crédito
- Aprovavam mortgages para pessoas sem condições de pagar
- Criaram produtos financeiros complexos baseados nessas hipotecas
- Quando muita gente parou de pagar, o sistema entrou em colapso
Lição para corretores: Análise de crédito rigorosa protege todas as partes. Incentivar alguém sem condições a se endividar usando o imóvel como garantia é receita para tragédia.
Processo de contratação: do início ao fim
Vamos detalhar o passo a passo prático, com prazos reais e documentos necessários.
Passo 1: Simulação inicial (1-2 dias)
Como funciona:
- Cliente acessa site da instituição financeira ou fintech
- Preenche dados básicos: valor desejado, prazo, dados do imóvel
- Sistema faz simulação preliminar com condições aproximadas
Instituições que oferecem:
- Creditas (taxa a partir de 1,09% ao mês)
- Itaú, Bradesco, Santander (taxas variam)
- Fintechs especializadas em crédito com garantia
Dica: Oriente seu cliente a simular em 3-4 instituições para comparar taxas e condições.
Passo 2: Análise detalhada (5-15 dias)
Um consultor assume o atendimento e solicita:
Documentos pessoais:
- RG e CPF
- Comprovante de residência
- Comprovante de renda (holerite, declaração de IR, extratos bancários)
- Certidões negativas (federal, estadual, trabalhista)
Documentos do imóvel:
- Matrícula atualizada (emitida há no máximo 30 dias)
- IPTU dos últimos 12 meses
- Conta de luz ou água recente
- Certidão negativa de débitos municipais
- Se for apartamento: certidão negativa de débitos condominiais
O que está sendo avaliado:
- Seu cliente tem condições reais de pagar?
- O imóvel tem valor suficiente e documentação OK?
- Há riscos jurídicos envolvidos?
Passo 3: Vistoria e avaliação (3-10 dias)
Como acontece:
- Engenheiro ou arquiteto agenda visita ao imóvel
- Faz medições, fotos, análise de conservação
- Verifica se o endereço corresponde à matrícula
- Emite laudo técnico com valor de mercado
Custo: Geralmente entre R$ 500 e R$ 2.000 (cobrado do solicitante)
Resultado: Define o limite máximo que pode ser emprestado
Passo 4: Aprovação e formalização (5-10 dias)
Com tudo aprovado:
- Assinatura do contrato (pode ser digital)
- Contratação dos seguros obrigatórios
- Pagamento das taxas administrativas
Atenção aos detalhes do contrato:
- Taxa de juros efetiva (CET – Custo Efetivo Total)
- Valor total a ser pago ao final
- Tabela de amortização
- Condições para quitação antecipada
Passo 5: Registro em cartório (7-15 dias)
O que acontece:
- Instituição financeira leva o contrato ao cartório de imóveis
- Cartório registra a garantia na matrícula
- Emite certidão comprovando o registro
Prazo: Varia por cartório e estado
Quem paga: Geralmente o solicitante (taxas cartoriais)
Passo 6: Liberação do dinheiro (1-3 dias)
Após o registro confirmado:
- Dinheiro cai na conta do cliente
- Começa a contar o prazo para primeira parcela (geralmente 30 dias)
Prazo total: De 3 a 8 semanas desde a primeira simulação
Tecnologia a favor do corretor: como a Tecimob ajuda
Gerenciar clientes que estão em processo de obtenção de crédito com garantia exige organização de documentos, acompanhamento de prazos e comunicação constante.
É aqui que a Tecimob faz toda a diferença:
Gestão de documentos centralizada: Você pode armazenar toda a documentação do cliente e do imóvel em um só lugar, acessível de qualquer dispositivo.
Funil de negociação personalizado:
Crie etapas específicas como:
- Simulação inicial
- Documentação solicitada
- Aguardando avaliação
- Contrato em assinatura
- Aguardando registro
- Dinheiro liberado
Lembretes automáticos:
Configure alertas para:
- Validade de certidões
- Retorno do banco
- Acompanhamento com o cliente
- Renovação de propostas
Histórico completo:
Todo o relacionamento com o cliente fica registrado, incluindo:
- Conversas por WhatsApp
- E-mails trocados
- Documentos enviados e recebidos
- Evolução da negociação
Acesso pelo aplicativo: Consulte informações e atualize status de qualquer lugar, respondendo dúvidas do cliente em tempo real.
Com a Tecimob, você transforma um processo complexo em uma experiência profissional e organizada, aumentando suas chances de fechar o negócio.
10 Situações práticas: Quando indicar empréstimo com garantia

Vamos a exemplos reais do dia a dia para você identificar oportunidades:
1. Cliente quer comprar imóvel mas não tem toda a entrada
Situação: Cliente encontrou o imóvel perfeito de R$800 mil, mas só tem R$100 mil de entrada. O banco aprova financiar 70% (R$560 mil). Faltam R$140 mil.
Solução: Se ele tem outro imóvel quitado, pode fazer empréstimo com garantia para complementar a entrada.
2. Cliente quer quitar dívidas caras
Situação: Cliente deve R$80 mil no cartão de crédito (juros de 12% ao mês) e R$50 mil em empréstimo pessoal (juros de 7% ao mês).
Solução: Empréstimo de R$130 mil com garantia (juros de 1,5% ao mês) para quitar tudo e pagar menos por mês.
3. Empreendedor precisa de capital para negócio
Situação: Cliente quer abrir uma filial mas não consegue empréstimo empresarial com juros razoáveis.
Solução: Usa imóvel pessoal como garantia para conseguir capital com juros menores.
4. Cliente precisa de reformar imóvel para vender melhor
Situação: Apartamento precisa de reforma de R$60 mil para valorizar e vender R$150 mil a mais.
Solução: Empréstimo com garantia do próprio imóvel, faz a reforma e vende por valor maior. Quita o empréstimo com o valor da venda.
5. Educação dos filhos (faculdade, intercâmbio)
Situação: Filho passou em medicina particular (R$10 mil/mês) ou conseguiu intercâmbio na Europa (R$150 mil).
Solução: Empréstimo com garantia para pagar a mensalidade ou o intercâmbio com juros menores que crédito educativo.
6. Tratamento médico urgente
Situação: Familiar precisa de cirurgia ou tratamento que custa R$200 mil e não pode esperar.
Solução: O empréstimo com garantia oferece juros muito menores que crédito pessoal para emergências médicas.
7. Cliente herdou imóvel mas precisa de dinheiro
Situação: Cliente herdou apartamento quitado mas não quer vender. Precisa de capital.
Solução: Empréstimo com garantia do imóvel herdado, continua com o bem na família.
8. Aposentado com imóvel quitado quer complementar renda
Situação: Cliente aposentado tem casa quitada mas aposentadoria não cobre despesas.
Solução: Empréstimo com prazo longo para parcelas baixas, complementa a renda mensal.
9. Divórcio que exige pagamento de partilha
Situação: No divórcio, um cônjuge fica com o imóvel mas precisa pagar metade do valor ao outro.
Solução: Empréstimo com garantia do próprio imóvel para pagar a parte do ex-cônjuge.
10. Investimento em outro imóvel (oportunidade única)
Situação: Apareceu imóvel com preço excelente para investimento, mas cliente não tem dinheiro disponível.
Solução: Usa imóvel atual como garantia, compra o segundo imóvel, aluga e usa o aluguel para pagar o empréstimo.
Erros que você NÃO pode cometer ao orientar sobre hipoteca
Erro 1: Confundir hipoteca com alienação fiduciária
Já vimos que são diferentes. Usar os termos incorretamente demonstra falta de conhecimento técnico.
Erro 2: Garantir aprovação sem conhecer a situação do cliente
Nunca diga “você consegue com certeza”. Cada instituição tem critérios próprios e a situação de crédito do cliente pode reprovar.
Erro 3: Não alertar sobre o risco de perder o imóvel
Seja transparente. Esse é o maior risco da operação e seu cliente precisa entender isso claramente.
Erro 4: Não comparar com outras alternativas
Antes de indicar empréstimo com garantia, avalie se não há opção melhor: vender o imóvel, empréstimo pessoal menor, renegociar dívidas.
Erro 5: Esquecer de calcular o custo total
Mostre ao cliente: “Você vai pegar R$100 mil emprestado, mas vai pagar R$180 mil ao longo de 15 anos”. Transparência evita frustrações.
Erro 6: Não verificar a documentação do imóvel antes
Se o imóvel tem problemas documentais, a operação será negada. Verifique matrícula, IPTU e certidões antes de criar expectativa.
Erro 7: Indicar para quem não tem previsibilidade de ganhos
Cliente autônomo com renda instável, desempregado ou em situação financeira frágil: muito cuidado. O risco de inadimplência é alto.
Perguntas frequentes: As dúvidas mais comuns dos clientes
Quanto tempo demora para conseguir o dinheiro? De 3 a 8 semanas desde a simulação inicial até a liberação do valor na conta.
Posso usar imóvel financiado como garantia? Depende. Se ainda está pagando financiamento (com alienação fiduciária), não. Se está quitado ou com hipoteca tradicional (raro hoje), pode ser possível.
Preciso comprovar para que vou usar o dinheiro? Não. Diferente do financiamento habitacional, você pode usar o dinheiro para qualquer finalidade.
E se eu quiser vender o imóvel durante o empréstimo? É possível, mas o comprador precisa aceitar assumir a dívida ou você precisa quitar antecipadamente com o valor da venda.
Tem multa para pagar antes do prazo? Alguns contratos têm, outros não. Desde 2004, a multa máxima permitida é de 2% do saldo devedor. Sempre leia essa cláusula no contrato.
Posso fazer se estiver com nome sujo? Muito difícil. Bancos tradicionais não aprovam clientes com restrições ativas. Algumas fintechs especializadas podem aceitar, mas com juros mais altos e exigências maiores.
As taxas de juros são realmente mais baixas? Sim, muito. Um empréstimo com garantia pode ter juros de 1% a 2,5% ao mês, enquanto crédito pessoal varia de 5% a 10% ao mês e cartão de crédito pode chegar a 15% ao mês.
O que acontece se eu ficar desempregado e não conseguir pagar? Primeiro, tente negociar com o banco: redução temporária de parcela, carência, alongamento do prazo. Caso não seja possível, o banco pode executar a garantia e você perde o imóvel. Por isso, só faça se tiver previsibilidade de renda.
Posso alugar o imóvel que está como garantia? Sim, você continua podendo usar, alugar e reformar o imóvel normalmente. A garantia não impede o uso regular da propriedade.
Quanto posso conseguir de empréstimo? Geralmente 50% a 70% do valor avaliado do imóvel. Exemplo: imóvel de R$500 mil pode render empréstimo de R$250 mil a R$350 mil.

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Você já percebeu que dominar o assunto de hipoteca e empréstimos com garantia abre um novo canal de negócios, certo?
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Conclusão: Torne-se o corretor referência em soluções financeiras
Dominar hipoteca e empréstimos com garantia imobiliária não é apenas conhecer um produto financeiro a mais. É sobre se posicionar como um consultor estratégico para seus clientes.
Quando você entende profundamente essas modalidades, você:
Fecha negócios que outros corretores perdem: porque oferece soluções que outros nem conhecem
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Constrói relacionamentos duradouros: não é só vender um imóvel, é resolver problemas financeiros
Diferencia-se da concorrência: enquanto outros são apenas “mostradores de imóvel”, você é consultor de soluções
O mercado de crédito com garantia imobiliária movimenta bilhões por ano no Brasil. E essa fatia do mercado continuará crescendo conforme mais pessoas descobrem as vantagens dessas operações.
A pergunta é: você vai aproveitar essa oportunidade ou vai deixá-la passar?
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Seus clientes agradecem. Seu faturamento também.
Conteúdo baseado no Código Civil Brasileiro (artigos 1.473 a 1.505) e práticas atuais do mercado