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A ética na corretagem de imóveis: analisando o Código de Ética Profissional

A ética na corretagem de imóveis: analisando o Código de Ética profissional

Em qualquer aspecto da vida, ter bom caráter é essencial, mas profissionalmente é o respeito ao Código de Ética que separa os bons dos maus profissionais. No mercado imobiliário não é diferente. Da mesma forma que o corretor de imóveis precisa de conhecimento específico, ele precisa também saber pautar-se pelas diretrizes que disciplinam seu relacionamento com os clientes, com seus pares e com a classe como um todo.

É sempre bom lembrar que ele é civilmente responsável por sua conduta, respondendo por seus atos de acordo com as determinações dos códigos Civil e de Defesa do Consumidor (CDC). Agir em conformidade com o Código de Ética não apenas é uma obrigação, mas também uma forma de conquistar e fidelizar clientes através da honestidade e competência.

Honestidade, a chave do Código

Aprovado pela Resolução-Cofeci 326/92, o Código de Ética do corretor de imóveis apresenta alguns pontos especialmente interessantes, como o seu artigo 5º. Nele, fica determinado que o profissional responde civilmente pelos atos que se revelem danosos aos clientes em virtude de infrações éticas. Sendo assim, toda a sua negociação deve ser pautada pela honestidade, com real comprometimento, total respeito ao cliente, sem dano ou prejuízo de qualquer forma para quem compra, vende ou aluga seu imóvel e sempre dentro dos parâmetros da confiabilidade. O próprio Código Civil estabelece que a responsabilidade é derivada da culpa decorrente de imprudência, negligência ou imperícia.

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Por outro lado, há muito tempo não cabe mais a figura do corretor de imóveis malandro, aquele cara que oferece vantagens que não existem e esconde dados que possam prejudicar o cliente ou fornece informações que não são verdadeiras. No artigo 4º do Código de Ética fica bem claro que o corretor deve: inteirar-se de todos os aspectos do negócio antes de oferecê-lo; fornecer apenas dados rigorosamente certos sem omissão de dados que possam depreciá-lo, informando ao cliente todos os riscos e circunstâncias que possam significar comprometimento do negócio; recusar qualquer transação que seja ilegal, injusta ou imoral e ainda comunicar ao cliente qualquer valor que seja a ele destinado. O próprio Código Civil determina que “o corretor é obrigado a executar a mediação com diligência e prudência (…) e prestar ao cliente todos os esclarecimentos da segurança ou do risco do negócio”.

Respeito aos colegas de profissão é fundamental

Em seu artigo 6º, o Código lista ainda algumas resoluções em relação à conduta com seus colegas de profissão, como: não se referir de forma indigna ou indecorosa sobre seus colegas, mantendo um relacionamento de consideração, respeito e solidariedade e não aceitar a responsabilidade de transação que esteja entregue a outro corretor de imóveis sem dar prévio conhecimento por escrito ou aceitar responsabilidade sobre uma transação sem contatar o colega de profissão com quem tenha de colaborar ou substituir.

Ele deve ainda defender os direitos e prerrogativas profissionais e a reputação da classe e zelar pela própria reputação mesmo fora do exercício profissional. É interessante notar que o Código de Ética, além de elevar o nível de relacionamento entre o profissional, o cliente e a classe, visa ainda preservar o próprio corretor de infortúnios futuros, como a anulação de negócios por questões ilegais, imorais ou injustas. Diante disso, o código proíbe o abandono dos negócios confiados a seus cuidados sem motivo justo e prévia ciência do cliente e também solicitar ou receber do cliente qualquer favor em troca de concessões ilícitas.

O corretor deve ficar de olho também no CDC

Há ainda casos de aplicação do Código de Defesa do Consumidor, como propaganda enganosa, inteira ou parcialmente falsa, que induza o cliente ao erro. A melhor forma de se resguardar, nesse caso, é agindo em consonância com o Código de Ética da profissão, pedindo, por exemplo, um documento assinado pelo vendedor (proprietário) afirmando que todas as informações constantes ali são verdadeiras. Dessa forma, o corretor se resguarda de riscos desnecessários e age em consonância ao artigo 6º, o qual veda determinadas atitudes como anunciar capciosamente e praticar qualquer ato de concorrência desleal com os colegas.

Vale lembrar a importância social e econômica do corretor de imóveis na sociedade, na qual é ele o intermediário para a realização do maior sonho dos brasileiros, a casa própria. Um sonho que merece respeito dentro e fora das imobiliárias, em qualquer época do ano ou cenário político e econômico. O Código de Ética apenas procura assegurar um alto grau de profissionalismo da atividade que, como qualquer outra, merece ter apenas bons profissionais.

Para mais dicas sobre carreira, marketing e relacionamento voltadas para o corretor de imóveis, acompanhe nosso blog!

 

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1 Comentário em "A ética na corretagem de imóveis: analisando o Código de Ética Profissional"

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Joares
Visitante

Gostaria de sanar uma dúvida:
É ético manter, a despeito da vontade do cliente uma avaliação (SICAQ) ativo, impedindo este cliente de buscar outro imóvel em outra empresa?

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