Perfil do comprador imobiliário em 2026: Millennials e Geração Z

Perfil do comprador imobiliário em 2026: Millennials e Geração Z

O mercado imobiliário segue sendo influenciado pelas mudanças nas preferências e nos comportamentos dos consumidores.

Em 2026, Millennials e a parcela adulta da Geração Z representam públicos importantes para corretores e imobiliárias.

Essas gerações cresceram em momentos diferentes de transformação tecnológica, econômica e social, o que pode influenciar a forma como pesquisam imóveis, comparam opções e se relacionam com profissionais do setor.

Entender o perfil desses compradores ajuda os profissionais do mercado imobiliário a adaptar atendimento, comunicação e divulgação.

É importante, porém, evitar generalizações: pessoas da mesma geração podem apresentar necessidades, renda, momento de vida e preferências bastante diferentes.

Vamos explorar algumas características desses consumidores e apresentar dicas para corretores e imobiliárias.


Novos cenários do mercado imobiliário brasileiro

Com novas gerações chegando ou ampliando sua participação no mercado consumidor, o setor precisa acompanhar mudanças na forma de pesquisar e comprar imóveis.

Os dados mais recentes mostram um mercado ainda movimentado.

No segundo trimestre de 2026, 52% dos entrevistados em levantamento da CBIC e da Brain Inteligência Estratégica declararam intenção de comprar um imóvel nos próximos 24 meses.

Entre os interessados, parte ainda não havia iniciado a busca, enquanto outros já pesquisavam imóveis pela internet ou realizavam visitas.

Esses dados representam o mercado de maneira geral e não especificamente Millennials ou Geração Z.

Mudanças demográficas e seu impacto no setor

As gerações mais jovens passam a ocupar diferentes momentos da jornada imobiliária.

Enquanto muitos Millennials já estão em fases relacionadas à consolidação profissional, formação de família ou investimento, parte da Geração Z adulta começa a entrar no mercado de compra.

As necessidades podem variar bastante conforme renda, cidade, composição familiar e objetivo da aquisição.

Por isso, não existe um único “imóvel ideal” para cada geração.

A participação das novas gerações no mercado

Millennials e adultos da Geração Z podem aparecer entre:

  • Compradores da primeira moradia;
  • Pessoas saindo do aluguel;
  • Famílias procurando mais espaço;
  • Clientes interessados em investimento;
  • Compradores buscando imóveis próximos ao trabalho ou a serviços;
  • Pessoas comparando moradia em diferentes cidades ou bairros.

No levantamento da CBIC referente ao segundo trimestre de 2026, sair do aluguel apareceu como a principal motivação geral para quem pretendia comprar um imóvel.

Isso reforça a importância de corretores compreenderem não apenas a idade do cliente, mas também sua situação financeira e seu objetivo com a compra.


Quem são os Millennials e a Geração Z?

As classificações geracionais são utilizadas para estudar grupos que viveram determinados contextos históricos e tecnológicos.

As datas podem variar conforme a fonte e não representam divisões científicas exatas.

Uma definição amplamente utilizada considera Millennials as pessoas nascidas entre 1981 e 1996.

A Geração Z é normalmente considerada a geração seguinte, iniciada em 1997.

Como parte da Geração Z ainda não atingiu a idade adulta em 2026, quando falamos de compradores imobiliários dessa geração estamos nos referindo principalmente à sua parcela adulta.

Características dos Millennials

Os Millennials acompanharam a expansão da internet, dos smartphones, das redes sociais e de diversos serviços digitais durante sua juventude e vida adulta.

Em 2026, muitos estão em momentos de vida relacionados a:

  • Consolidação profissional;
  • Formação ou crescimento da família;
  • Troca de imóvel;
  • Construção de patrimônio;
  • Investimento;
  • Mudanças relacionadas à qualidade de vida.

Isso pode influenciar suas prioridades na busca por imóveis.

Millennials em 2026: possíveis prioridades

Dependendo do perfil do comprador, podem aparecer fatores como:

  • Busca por estabilidade e construção de patrimônio;
  • Localização próxima a serviços, escolas e infraestrutura;
  • Pesquisa online através de site imobiliário;
  • Comparação entre diferentes imóveis antes da visita;
  • Espaços adequados para trabalho ou estudo;
  • Mobilidade;
  • Áreas de lazer;
  • Atendimento consultivo durante a negociação.

Mesmo acostumados às ferramentas digitais, muitos compradores continuam valorizando atendimento humano, especialmente em uma decisão financeira importante como a compra de um imóvel.

Perfil da Geração Z e suas particularidades

A Geração Z cresceu em um ambiente ainda mais conectado, com smartphones, redes sociais, aplicativos e serviços digitais presentes desde cedo.

Por isso, os adultos desse grupo podem apresentar grande familiaridade com pesquisas e comparações online.

Isso não significa, porém, que todos possuam as mesmas prioridades.

Renda, cidade, profissão e condições de financiamento continuam tendo grande influência na escolha.

Geração Z em 2026: possíveis prioridades

Entre os fatores que podem ser relevantes para alguns compradores estão:

  • Facilidade para pesquisar imóveis online;
  • Comunicação rápida por canais digitais;
  • Fotos, vídeos e informações completas;
  • Praticidade na jornada de atendimento;
  • Imóveis funcionais e compatíveis com o orçamento;
  • Proximidade de serviços;
  • Soluções relacionadas à sustentabilidade;
  • Flexibilidade dos ambientes.

O custo da moradia também merece atenção.

Para compradores jovens que atualmente vivem de aluguel, o valor mensal da locação pode fazer parte da comparação entre continuar alugando e adquirir um imóvel.

Pontos em comum entre Millennials e Gen Z

Algumas práticas podem melhorar a experiência de diferentes compradores, independentemente da geração:

  • Site imobiliário com pesquisa e informações completas;
  • Fotos profissionais;
  • Vídeos e tours virtuais quando disponíveis;
  • Transparência sobre preços, condomínio, impostos e outras despesas;
  • Canais simples de contato;
  • Agendamento organizado de visitas;
  • Informações claras sobre financiamento e documentação;
  • Atendimento que considere as preferências individuais do cliente.

Mais importante do que tentar encaixar uma pessoa em uma geração é utilizar as informações obtidas no atendimento para compreender sua necessidade real.

Comparação com outros perfis de compradores

Não é adequado afirmar que existe um “comprador tradicional” que busca apenas tamanho e localização enquanto as gerações mais novas procuram tecnologia e sustentabilidade.

Localização, preço, tamanho, segurança, infraestrutura, financiamento e características do imóvel continuam sendo importantes para diferentes faixas etárias.

O que mudou bastante foi a quantidade de informações disponíveis antes do primeiro contato com o corretor.

Hoje, muitos clientes chegam ao atendimento depois de pesquisar imóveis, bairros, valores e possibilidades de financiamento.


Motivações para comprar imóveis

As razões para adquirir um imóvel variam entre os compradores.

Entre elas podem estar:

  • Sair do aluguel;
  • Sair da casa dos pais;
  • Buscar mais espaço;
  • Formar uma família;
  • Mudar de cidade ou bairro;
  • Comprar para locação;
  • Construir patrimônio;
  • Aproveitar uma oportunidade específica.

A expectativa de valorização do imóvel também pode ser considerada.

Nesse caso, o corretor deve evitar apresentar valorização futura como garantia.


Preferências habitacionais das novas gerações

Millennials e Geração Z podem possuir necessidades diferentes conforme o momento de vida.

Em vez de trabalhar com regras fixas, o corretor deve utilizar essas tendências apenas como ponto de partida para conhecer o cliente.

Localização: regiões centrais ou mais afastadas

A localização continua sendo um dos fatores importantes na escolha.

Alguns clientes podem preferir regiões centrais pela proximidade de trabalho e serviços.

Outros podem considerar bairros mais afastados, cidades do interior ou regiões metropolitanas em busca de preço, espaço ou qualidade de vida.

Entre os fatores que podem ser avaliados estão:

  • Transporte;
  • Comércio;
  • Escolas;
  • Saúde;
  • Áreas de lazer;
  • Tempo de deslocamento;
  • Segurança;
  • Infraestrutura.

Tamanho e funcionalidade dos imóveis

Além da metragem, a distribuição dos ambientes também influencia a escolha.

Alguns compradores podem valorizar:

  1. Espaços multifuncionais;
  2. Ambientes integrados;
  3. Possibilidade de home office;
  4. Boa utilização da área disponível;
  5. Espaços de armazenamento.

Essas preferências dependem do perfil de cada cliente.

Sustentabilidade e eficiência energética

Características sustentáveis podem agregar valor percebido para determinados compradores.

Alguns exemplos são:

  • Painéis solares;
  • Sistemas de reaproveitamento de água;
  • Iluminação natural;
  • Ventilação;
  • Equipamentos eficientes;
  • Áreas verdes.

Ao divulgar esses recursos, apresente apenas características que realmente existam no imóvel.

Evite também prometer economia financeira ou valorização sem dados que sustentem a afirmação.

Espaços comunitários e áreas de convivência

Em alguns empreendimentos, áreas compartilhadas também podem ser diferenciais.

Entre elas estão:

  • Áreas de lazer;
  • Coworking;
  • Academia;
  • Salão de festas;
  • Espaços externos;
  • Ambientes de convivência.

A importância de cada item varia conforme o comprador.


O impacto da tecnologia na decisão de compra

A tecnologia ampliou as possibilidades de pesquisa e comparação de imóveis.

Hoje, um cliente pode conhecer diversas propriedades antes mesmo de conversar com o corretor.

Sites imobiliários para anunciar e pesquisar imóveis

Os sites imobiliários permitem apresentar uma carteira de imóveis com informações como:

  • Localização;
  • Preço;
  • Fotos;
  • Características;
  • Quantidade de dormitórios;
  • Tipo de imóvel.

No Tecimob, a imobiliária também pode configurar diferentes filtros para facilitar a pesquisa dos visitantes.

Isso ajuda o cliente a fazer uma seleção inicial antes do atendimento.

Redes sociais como canal de divulgação

As redes sociais também fazem parte da estratégia digital de muitos corretores.

Fotos, vídeos, informações sobre bairros e conteúdos educativos podem ajudar o profissional a apresentar imóveis e construir presença digital.

Tours 360°

Tours virtuais permitem que o interessado conheça melhor os ambientes antes de uma visita presencial.

Eles podem ser especialmente úteis quando o cliente está em outra cidade.

O recurso complementa a apresentação do imóvel, mas não necessariamente substitui a visita presencial.

No Tecimob, é possível inserir na ficha da propriedade o link de um Tour 360° criado e hospedado por uma plataforma externa.


Como imobiliárias e corretores podem se preparar em 2026

1. Facilite a jornada digital

Mantenha:

  • Site responsivo;
  • Informações completas dos imóveis;
  • Fotos de qualidade;
  • Canais de contato acessíveis;
  • Agendamento organizado de visitas.

No Tecimob, o site pode permitir que o interessado solicite uma visita diretamente pela ficha do imóvel quando o recurso estiver ativado.

2. Utilize CRM para organizar preferências

Um CRM permite registrar informações importantes sobre cada cliente.

No Tecimob, é possível cadastrar um perfil de busca com critérios como:

  • Tipo e subtipo do imóvel;
  • Compra ou locação;
  • Faixa de preço;
  • Localização;
  • Outras características de interesse.

O Radar de Oportunidades identifica compatibilidades entre esses perfis e os imóveis cadastrados.

O corretor pode então analisar as opções e compartilhar os imóveis com os clientes.

3. Comunique características sustentáveis com clareza

Quando o imóvel possuir recursos relacionados à sustentabilidade, informe:

  • Tipo de tecnologia utilizada;
  • Estrutura instalada;
  • Características do sistema;
  • Custos conhecidos;
  • Informações fornecidas pelo empreendimento.

Não utilize expressões vagas ou promessas de economia sem comprovação.

4. Apresente diferentes tipos de imóveis

Dependendo da carteira, apresente alternativas que façam sentido para o perfil do cliente:

  • Apartamentos compactos;
  • Casas;
  • Imóveis com home office;
  • Condomínios com áreas compartilhadas;
  • Imóveis maiores para famílias;
  • Opções para investimento.

A variedade deve estar relacionada às necessidades identificadas no atendimento.

5. Combine tecnologia e atendimento humano

O cliente pode iniciar a jornada pela internet e continuar a negociação com um corretor.

Por isso, uma boa estratégia combina:

  • Pesquisa online;
  • Atendimento por WhatsApp;
  • Visitas;
  • Informações organizadas;
  • Acompanhamento da negociação.

O Tecimob possui plugin de WhatsApp no site e extensão do CRM para WhatsApp Web, que permite acessar recursos do sistema durante o atendimento.

6. Oriente sobre financiamento

Conteúdos sobre financiamento imobiliário podem ajudar especialmente clientes que estão comprando o primeiro imóvel.

O corretor pode explicar conceitos básicos e direcionar o cliente às instituições responsáveis pelas simulações e análises de crédito.

Evite prometer aprovação ou condições específicas antes da análise da instituição financeira.


Aspectos financeiros do novo comprador imobiliário

Preço, renda, capacidade de entrada e acesso ao crédito continuam sendo elementos centrais da compra.

Isso vale para Millennials, Geração Z e outras faixas etárias.

Capacidade de endividamento e acesso ao crédito

Compradores precisam avaliar quanto conseguem comprometer com:

  • Entrada;
  • Parcelas;
  • Condomínio;
  • IPTU;
  • Seguro;
  • Outras despesas relacionadas ao imóvel.

As opções de financiamento dependem da instituição financeira e do perfil do cliente.

A tecnologia facilita a realização de simulações, mas a aprovação continua sujeita à análise de crédito.

Alternativas de aquisição

Dependendo do perfil e da operação, o comprador pode avaliar:

  1. Financiamento imobiliário;
  2. Programas habitacionais, quando atender aos critérios;
  3. Consórcio;
  4. Compra com recursos próprios;
  5. Condições oferecidas diretamente por incorporadoras em determinados empreendimentos.

Cada alternativa possui custos, riscos e condições próprias.

Investimento vs. moradia

Um mesmo imóvel pode ser analisado de maneiras diferentes.

Alguns clientes procuram exclusivamente uma residência.

Outros também consideram potencial de renda, valorização ou formação de patrimônio.

O corretor deve perguntar qual é o objetivo principal antes de apresentar argumentos de investimento.

Compartilhamento de moradia e modelos alternativos

Modelos como coliving, locações compartilhadas e outras formas de moradia podem interessar a determinados públicos.

Essas modalidades, porém, continuam sendo segmentos específicos e não devem ser apresentadas como preferência geral de Millennials ou Geração Z.


Tendências de comportamento na compra de imóveis

O papel das redes sociais na decisão de compra

Plataformas como Instagram e Facebook podem ajudar compradores a descobrir imóveis, profissionais e conteúdos relacionados ao mercado.

Para o corretor, podem funcionar como canais de divulgação que direcionam o interessado para o site, WhatsApp ou outro meio de atendimento.

Valorização da experiência e estilo de vida

Características relacionadas à rotina do comprador também influenciam a decisão.

Por exemplo:

  • Tempo de deslocamento;
  • Serviços próximos;
  • Áreas verdes;
  • Lazer;
  • Segurança;
  • Espaço para trabalho;
  • Convivência.

Em vez de vender apenas metros quadrados e número de dormitórios, o corretor pode explicar como as características reais do imóvel se relacionam com as necessidades informadas pelo cliente.

Coworking e espaços compartilhados

Alguns condomínios passaram a oferecer espaços de trabalho e convivência.

Para clientes que trabalham remotamente ou em regime híbrido, esses ambientes podem ser um diferencial.

Mas isso não significa que sejam prioridade para todo comprador jovem.


Estratégias para profissionais do mercado imobiliário

A adaptação às mudanças no comportamento dos consumidores é importante para corretores e imobiliárias.

É preciso atualizar as estratégias de marketing sem depender apenas da idade do público.

Como adaptar o marketing para as novas gerações

Uma estratégia pode combinar:

  • Site imobiliário profissional;
  • Redes sociais;
  • Conteúdo educativo;
  • Fotos e vídeos;
  • Anúncios segmentados;
  • WhatsApp;
  • Portais imobiliários.

Cada canal deve levar o interessado a uma próxima etapa clara, como conhecer o imóvel, enviar uma mensagem ou agendar uma visita.

Personalização da experiência de compra

Personalizar o atendimento significa utilizar as informações fornecidas pelo cliente para selecionar imóveis mais compatíveis.

Pergunte sobre:

  • Faixa de preço;
  • Localização;
  • Número de dormitórios;
  • Forma de pagamento;
  • Prazo para compra;
  • Características indispensáveis;
  • Características desejáveis.

Um CRM pode ajudar a manter essas informações organizadas.

Construindo relacionamentos duradouros com compradores jovens

Nem todo cliente está pronto para comprar no primeiro contato.

Por isso, mantenha informações organizadas e faça acompanhamentos quando houver motivo relevante.

Um cliente que hoje está pesquisando pode avançar para uma negociação posteriormente.

No segundo trimestre de 2026, por exemplo, o levantamento da CBIC mostrou que 38% dos entrevistados pretendiam comprar um imóvel nos próximos 24 meses, mas ainda não tinham iniciado a busca.

Isso reforça a importância de manter relacionamento com potenciais compradores em diferentes momentos da jornada.

E, se você ainda não investiu em um site imobiliário profissional para alcançar novos públicos, conheça o Tecimob.

A plataforma reúne site imobiliário, CRM e aplicativo para corretores e imobiliárias.

Com o CRM, é possível organizar clientes e negociações, cadastrar perfis de busca e utilizar o Radar de Oportunidades para encontrar imóveis e clientes compatíveis.

O site também permite configurar filtros de pesquisa e agendamento de visitas.

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