Não consegue mais pagar o financiamento? Saiba o que fazer

Uma situação bem comum que pode acontecer com as pessoas durante o processo de financiamento imobiliário é o desemprego. Por ser uma dívida de longo prazo, é natural que isso possa acontecer em algum momento do processo, mas o que fazer quando não é mais possível pagar as parcelas do contrato?

O mais complicado de toda a situação é não conseguir pagar o apê e acabar perdendo o imóvel, e o único jeito para reverter essa situação é realizando o refinanciamento de imóvel. Então se você está nessa situação, continue lendo para entender mais sobre o processo para refinanciar o seu apê.

Corte despesas e evite entrar em uma bola de neve

Mensalmente temos obrigações que devem ser cumpridas dentro de casa, como: pagar contas, fazer comprar no supermercado, colocar gasolina no carro e entre outras coisas. Agora, se você entrou no processo de refinanciamento, é importante limitar muito bem as suas despesas.

Por isso, durante esse período em que você precisará de dinheiro para voltar a pagar seu imóvel, evite gastar com besteiras e até mesmo fazer com que as dívidas menores acabem aumentando, tornando a situação uma grande bola de neve.

Coloque na ponta do papel o que é prioridade mensal e acrescente o que é uma necessidade durante os meses (caso realmente exista alguma). É importante evitar que as obrigações aumentem por pura vontade de ter e não realmente de necessitar.

Não faça outro empréstimo

Muitas pessoas em situação de refinanciamento de imóvel acabam ficando desesperadas para conseguirem o dinheiro para voltarem a quitar as parcelas, e vêem o empréstimo como uma saída viável para solucionar o problema, ainda mais se o caso do mutuário for de desemprego.

Mas se você já está em dívida com o banco, porque tentar se endividar ainda mais? Então ao invés de solicitar outro crédito, prefira achar outras alternativas que sejam mais tranquilas e viáveis para que você possa efetuar o pagamento do saldo devedor, sem se endividar ainda mais.

Reavalie a dívida com o banco

Algumas instituições financeiras apresentam seguros que podem ser contratados separadamente do financiamento imobiliário, mas que podem ser utilizados para ajudar a cobrir alguns meses das prestações. Esse tipo de seguro é diferente do oferecido pela operação do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que apenas cobrem morte e invalidez do cliente e danos físicos relacionados ao imóvel.

As instituições financeiras também costumam realizar o procedimento de renegociação da dívida do financiamento, quando o cliente perde a renda. A Caixa, por exemplo, procura recalcular o saldo devedor do contrato, incluindo prestações em atraso do mutuário.

Com relação a taxa de juros e prazo contratual, o valor não sofre alterações. No Banco do Brasil, por exemplo, quando acontece esses casos, eles dão a liberdade de deixar o cliente escolher a melhor data para pagamento, e ajustam o valor de acordo com a data escolhida, procurando adequar o preço ao prazo disponível.

Venda o imóvel e quite o saldo devedor

Essa talvez é uma das mais tristes realidades para quem não consegue levar adiante o financiamento: vender o imóvel. A regra para esse tipo de acordo é clara, quando o mutuário para de pagar as prestações do imóvel por muito tempo, a instituição financeira tem o direito de retirar apê (se for o caso) do nome do cliente.

É claro que esse é o momento mais chatinho e triste do processo, mas se você não consegue de forma alguma pagar ou realizar o refinanciamento de imóvel, é necessário passá-lo para frente, antes que você acabe se endividando ainda mais.

Por isso é muito importante que lá no início do processo, o cliente pense muito bem se ele pode ou não arcar com essa responsabilidade. Já que é uma dívida muito longa, é importante que o mutuário esteja preparado para qualquer tipo de imprevisto que possa acontecer no meio do caminho.